tocar trompa como instrumento secundário?

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Carlos Hernandes
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tocar trompa como instrumento secundário?

Mensagem por Carlos Hernandes » 20 dez 2018, 00:44

Olá... sou músico faz 4 anos, toco euphonium (conhecido no Brasil como bombardino), estou fazendo faculdade (bacharel em euphonium) e faz alguns meses que me fascinei com a sonoridade da trompa, gostaria de saber se é viável alguém tocar a trompa como um instrumento secundário, quais seriam as dificuldades? (visto que, tocar dois instrumentos diferentes já é um problema... hahahhahaha)

Descobri que ela exige uma embocadura diferente, (coluna de ar para baixo?) um vez que possui várias voltas na tubulação.
Também existem algumas questões de transposição.

Procurei em vários lugares sobre esse tema, mas não encontrei nada. Gostaria de saber a opinião de vocês...
Desde já agradeço a atenção!

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Gil Brasil
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Re: tocar trompa como instrumento secundário?

Mensagem por Gil Brasil » 03 fev 2019, 21:43

Carlos, um instrumento secundário sempre trará algumas mudanças e desafios.

A primeira, no caso de metais, é a embocadura que terá que ser adaptada a cada instrumento. Se o instrumentista é um profissional e pretende se dedicar a um instrumento secundário, seja por hobby ou necessidade, tem que equalizar essa questão, sob pena de perder ou desequilibrar o instrumento principal e sua execução. No entanto, com as devidas cautelas, isso é possível.

A segunda é entender o tempo e esforço que se dedicará aos 2 instrumentos. Por óbvio, o instrumento secundário terá menos tempo.

A terceira é compreender as diferenças de execução e de performance entre os dois. Tenha em mente que a trompa exige bem mais dedicação, estudos e técnicas que os demais metais. A embocadura da trompa é algo sui generis, pois não é somente a posição física dos lábios ou a coluna de ar, mas principalmente o ataque das notas, o controle do fluxo de ar, o uso da língua, a noção de projeção de som no ambiente, entre outras variáveis.

A transposição não requer maiores dificuldades, já que a digitação é idêntica aos demais metais, modificando-se, obviamente, a leitura transposta para Fá. Os métodos são em Fá e a grande parte das partituras também, o que facilita a execução.

Mãos e lábios à obra!
Gil Brasil

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